A INFLUÊNCIA DA AUTOESTIMA NO DIA-A-DIA

Afinal de contas o que é autoestima?

Dentre muitas definições de diferentes autores, vamos encontrar que autoestima é, em síntese, gostar de sivalorizar-se. Outros falam que é ser positivo, ter uma imagem positiva de si, acreditar em si, ser confiante. Acredito que a forma mais adequada que posso colocar aqui é “termos um autoconceito juntamente com o valor e sentimento que se tem de si mesmo” (amor próprio e valorização), lembrando que é indispensável, nesse aglomerado, a confiança demonstrada em pensamentos e comportamentos.

Tenho observado em minha prática profissional que a autoestima pode afetar diretamente o que fazemos na vida social, trabalho, estudos e se reflete claramente em uma boa parcela dos pacientes que passaram e passam por mim, independentemente da idade ou sexo. Dependendo de como a sua autoestima estiver, você terá mais facilidade nos contatos interpessoais, como por exemplo no relacionamento familiarconjugal, no trabalho e em se aproximar de outras pessoas para vínculos de amizades e/ou afetivos. Isso também diz muito em relação a como consegue agir quando se depara com situações adversas que a vida proporciona.

baixa autoestima está intimamente ligada à dificuldade de autoaceitação e à falta de autoconhecimento. Indivíduos inseguros, que possuem dificuldade em aceitar os próprios erros e não conseguem reconhecer e valorizar seus potenciais, desenvolvem um grande medo da rejeição e têm o hábito de se comparar a outras pessoas.

Uma pessoa que sofre de baixa autoestima não se sente capaz de realizar as coisas e, com isso, acaba perdendo inúmeras oportunidades de crescimento em vários âmbitos da vida, prejudicando o próprio desenvolvimento. Vou destacar alguns pontos que acredito serem importantes em relação aos sinais de baixa autoestima:

  • Hábito de sempre encontrar culpados para seus problemas ou erros;
  • Dificuldade de aceitar as próprias limitações;
  • Timidez em excesso;
  • Medo da rejeição;
  • Busca constante por elogios e reconhecimento externo;
  • Falta de confiança em si mesmo;
  • Tendência à procrastinação e preguiça;
  • Hábito de se comparar com outras pessoas;
  • Competitividade em excesso;
  • Falta de habilidade para lidar com críticas;
  • Sensação de incapacidade;
  • Necessidade de inferiorizar as pessoas;
  • Perfeccionismo;
  • Dificuldade para reconhecer as próprias vitórias e conquistas.

Para que seja controlada essa baixa autoestima sendo homem, mulher ou criança, o primeiro passo é conhecer-se melhor e colocar no seu dia-a-dia pequenas ações que ajudem da melhor forma possível como você se vê ou, no caso a criança, destacar as qualidades dela e como ela é capaz de realizar inúmeras tarefas por suas próprias qualidades. Tire uma hora do dia para fazer o que gosta, crie uma rotina de cuidados consigo mesmo, coloque no papel suas inseguranças para esvaziar um pouco essa pressãoMeditar, colocar exercício físico em sua rotina e começar a observar as suas qualidades e o que mais gosta em você, ajuda muito.

Mas claro, se apesar disso você não conseguir ter uma satisfação consigo ou não houver melhorias, é essencial a procura por um profissional de Psicologia, que saberá a melhor maneira de lhe ajudar a lidar com tudo isso, levando em consideração a sua particularidade e história de vida pessoal, levando em consideração que a paciência é importantíssima, uma vez que é um processo que precisa ser lento, mas é recompensador, efetivo e causa mudanças drásticas, para melhor, na vida da pessoa que consegue elevar sua autoestima, compreendendo seus medos, limites e vendo que se cuidar e se amar é o segredo da felicidade.

Homem sorrindoColunista:

Johny Santos

Psicólogo

A felicidade é um problema individual. Aqui, nenhum conselho é válido. Cada um deve procurar, por si, tornar-se feliz.
Sigmund Freud

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