A parte que falta

A “Parte Que Falta” consegue trazer algumas reflexões para aqueles que já se encontram na fase adulta, como por exemplo: será que precisamos que algo ou alguém faça parte de nós para sermos felizes, ou apenas desenvolvemos um desejo irracional quanto a isto?  O que afinal é a completude? Além de reflexões sobre relacionamentos.

Muitas reflexões podem ser tiradas de pequenos trechos, por mais simples que sejam e, algumas delas, podem acabar tendo um grande impacto em cada leitor. O maior de todos os ensinamentos desta obra está na percepção de que a felicidade é algo interior, algo que estamos sempre buscando mas que por vezes nos esquecemos de procurar dentro de nós mesmos. A cada canto, a cada jornada iremos nos deparar com partes, vazias, cheias, quebradas ou inteiras, mas nenhuma delas nos falta “realmente”.

O protagonista desta história é um ser que possui o corpo em forma de círculo, mas que encontra-se infeliz por faltar-lhe uma parte e portanto, ser incompleto. Ele acredita que em algum lugar existe uma parte que seja sua, que se encaixe perfeitamente a seu corpo, sendo capaz de torná-lo completo. E é através desta jornada que vamos acompanhá-lo em busca da parte que falta.

Ao longo do caminho ele encontrará diversas partes sozinhas, seres inteiros e pequenas alegrias, assim como a contínua sensação de que algo lhe falta e, é por este mesmo caminho que ele acabará descobrindo que, talvez, a verdadeira felicidade e completude não esteja em outro, mas sim em nós mesmos, completos ou não.