Alimentação: Uma aliada contra a depressão

A depressão é definida por muitos estudiosos como um transtorno afetivo que tem como características desânimo, tristeza constante, angústia, choro com facilidade e dificuldade ou impossibilidade de sentir prazer.

Você já sabe que corpo e mente “conversam” um com o outro. Não é possível separá-los.

Quando alguma coisa não vai bem em nossa mente – quando acumulamos insatisfações, angustias e tristezas – todo o resto pode ser afetado. Nosso corpo pode adoecer e pedir para desacelerar. Consciente ou inconscientemente, nossa mente pode fabricar pensamentos negativos, depreciativos, derrotistas e pessimistas, que nos afetam por dentro e por fora.

As doenças psicossomáticas que tem causas emocionais, muitas vezes aparecem como uma espécie de “pedido de ajuda” do corpo, para que você abra espaço para cuidar de si – ao mesmo tempo em que representam uma oportunidade para rever suas prioridades e a maneira como lida com os problemas da vida.

É comum a associação da depressão a transtornos alimentares, como bulimia e anorexia, ou aos excessos, como a obesidade e o alcoolismo. Todas essas questões têm impacto direto em sua autoimagem e autoconfiança e são frutos do papel que a comida (ou bebida) tem em sua vida.

O que é muito pouco explorado é a contribuição, positiva ou negativa, que a alimentação tem para influenciar esse mal, desencadeando ou aumentando os sintomas da depressão. Partindo-se do princípio de que essa doença traz a necessidade de um trabalho multidisciplinar entre Psiquiatra, Psicólogo e Nutricionista.

Primeiramente, devemos ter um nível de atenção elevado com os alimentos. Atualmente observa-se a tendência de uma alimentação pró-inflamatória, que são os  processados/refinados, farinhas, açúcares, sal, gordura trans/saturada, corantes, conservantes, agrotóxicos, glutamato monossódico presente em diversos temperos prontos, adoçantes, entre outros, e muito pobre em elementos anti-inflamatórios e antioxidantes, sendo aqueles ricos em ômega3 (presente em peixes de água fria e linhaça), probióticos (presentes em alimentos fermentados, frutas, legumes, alimentos integrais, castanhas e sementes), fazendo com que ocorram deficiências nutricionais, disbiose intestinal (desequilíbrio da flora intestinal),  excesso de peso e dando aquele empurrão para o surgimento de doenças como a depressão.

Nutra bons pensamentos e tenha uma visão mais generosa sobre a vida e sobre si mesmo. Conte comigo para auxiliar você a usar a alimentação a seu favor. Estas mudanças podem ser passos definitivos para uma vida mais saudável emocional e fisicamente.

Colunista:

Michele de Carvalho 

Nutricionista

Não é necessário comer menos, é necessário comer melhor, descasque mais e desembale menos.

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