Por que os casais brigam?

As vezes as discussões começam do nada; muitas vezes o motivo é banal. Brigar dói, cansa, causa tristeza, além de ser chato. Mesmo sabendo disso, por que os casais ainda insistem em brigar tanto?

Viver brigando com frequência não faz bem qualquer relacionamento; claro que algumas discussões eventuais e pontuais são absolutamente normais, afinal cada indivíduo é único e diferente, tendo opiniões próprias e divergentes. No entanto, desentendimentos constantes tendem a desgastar a convivência do casal. Se você está em um relacionamento, certamente conhece essas situações. Mas você já parou para pensar em por que os casais brigam?

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Claro que tudo depende de cada situação até porque, há casos em que uma discussão é necessária para acertar os ponteiros. É possível discutir sem agredir ou magoar, focando na queixa em questão; é um treinamento, mas as pessoas podem, se esforçar para manter o respeito e tentar resolver o problema sem partir para os ataques.

O diálogo e a confiança podem ser essenciais para evitar as brigas e o desgaste no relacionamento. Se não há conversa talvez não consigam manter um vínculo de cumplicidade e de confiança para resolverem problemas. Pequenas coisas na rotina do casal podem ajudar como:  manter o diálogo, desenvolver alguma atividade junto com o companheiro, aprender a rir dos próprios defeitos e dos defeitos do outro, respeitar a opinião do parceiro, preservar os momentos de intimidade, ter um espaço individual, expor a sua opinião, fazer planos juntos etc… podendo estabelecer uma identidade, se aproximando cada vez mais do respeito e da compreensão de suas diferenças.

-Antes de reclamar de algo avalie se esta situação merece mesmo que você emita sua opinião ou se trata-se de algo pequeno que pode ser superado.

-Reveja suas prioridades, você prefere que cada pequena coisa aconteça exatamente como você gostaria ou pode abrir mão de alguma coisa para ter um relacionamento harmonioso?

-Reveja a forma como coloca sua preferencias. Será que estas mesmas coisas não poderiam ser ditas de forma mais amena e sem ironias?

COMO BRIGAR:

-Tudo bem, você tem um conflito a resolver. Mas tem certeza de que sabe qual é o problema? Antes de sentar-se para conversar, é bom ter claro o que deseja abordar.

-Procure manter focado no tema que está sendo discutido. Querer falar de tudo o que incomoda, e não apenas de um assunto, pode atrapalhar.

– Ser respeitoso, mesmo no meio de uma discussão, é meio caminho andado para ter uma conversa construtiva.

-Em vez de acusar o parceiro, explique como você se sente em determinado tipo de situação que o desagrada. É a melhor maneira de ser ouvido.

– Esteja preparado para realmente ouvir o outro e rever as próprias posições, se for o caso. A ideia, afinal de contas, não é impor o seu ponto de vista, e sim dialogar.

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COMO NÃO BRIGAR:

-Atacar o parceiro é a melhor maneira de não resolver um conflito. Xingamentos e agressões devem ficar de fora da discussão.

-Se você estiver alterado, prestes a explodir, é melhor deixar a conversa para depois, para não correr o risco de perder a cabeça.

-Não parta para as ameaças. Se você está procurando melhorar o relacionamento, para que dizer, sem uma reflexão prévia, que quer terminar? Só irá piorar a situação.

Ridicularizar o outro também está fora de questão. Não há justificativas para humilhar alguém, mesmo que você esteja com muita raiva da pessoa.

– Usar um tom imperativo, tipo “você tem que fazer isso ou aquilo”, só serve para colocar o outro na defensiva. E não é isso que você quer, certo?

-Não deixe seu parceiro(a) falando sozinho(a), não evite, pode ser pior.

Caso não consiga sozinho procure um psicólogo para que ele o ajude a entender o porquê de você contaminar este relacionamento com estas pequenas brigas. É possível que algo maior como um trauma o esteja provocando brigas.

FONTE: johnypsicologia.com.br

Colunista:

Johny Santos

Psicólogo

A felicidade é um problema individual. Aqui, nenhum conselho é válido. Cada um deve procurar, por si, tornar-se feliz.
Sigmund Freud

*Ao reproduzir este conteúdo, não se esqueça de citar as fontes.


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