Por que somos carentes?

Carência algo tão sentido e pouco falado, não é?

Enfim, a carência é definida como a falta ou privação de algo, seja de alimento, carinho ou atenção, podendo aparecer na infância e persistir até a idade adulta. Quando falamos de carência logo nos remetemos a falta de afeto, mas o excesso de carinho e cuidado também podem levar a um tipo de carência à afetiva, podendo ser ocasionado na fase infantil pelo excesso de zelo,  desenvolvendo nessa criança a dependência nos pais, acarretando um sentimento de incapacidade em fazer algo sozinha, sentimento esse, muito prejudicial na fase da adolescência e adulta.

A insegurança, o medo da perda e da solidão, assim como a falta de autoconhecimento, faz com que a pessoa desconheça o que lhe faz bem, deixando-a sempre na expectativa e na espera de que o outro preencha ou supra a sua falta de amor-próprio.

O medo, faz com que a pessoa carente acredite que ela não vai encontrar um amor verdadeiro e, por não querer desagradar e acabar perdendo o parceiro, a faz oferecer tudo de si, ou seja, o que julga como sendo o seu melhor, como se a vida não fizesse sentido sem o outro.

Para superar a carência comece reconhecendo o problema sem culpa, esse é o primeiro passo para superação. Confie em si mesmo, mantenha a sua individualidade, tenha autonomia para tomada de decisões e se ainda assim apresentar dificuldade, procure ajuda profissional o processo de autoconhecimento te ajudará a potencializar suas qualidades e capacidades, assim como melhorar o padrão de comportamentos desproporcionais.

“Quando alguém não conhece a si mesmo, não reconhece as próprias características assim como a origem delas, seu olhar fica sempre voltado para o outro”

Colunista:

Charlene Correia

Psicóloga

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“Não considere nenhuma prática como imutável. Mude e esteja pronto a mudar novamente. Não aceite verdade eterna. Experimente”.

B. F. Skinner