SÍNDROME DO PENSAMENTO ACELERADO

É cada vez mais frequente as pessoas se dizerem ansiosas, com cansaço exagerado, irritadiças, com dificuldades em desempenhar tarefas, de manter o foco, com dores musculares, dentre muitos outros sintomas. Esse conjunto também pode ser sinal de que se pode estar com a Síndrome do Pensamento Acelerado (SPA), que é um desdobramento do estresse crônico.

Podemos entender que o estresse faz com que o nosso corpo se adapte a várias necessidades e desafios que a vida nos apresenta, fazendo com que tenhamos uma respiração mais rápida, o ritmo do coração fica acelerado, e isso também se reflete nos pensamentos. Pessoas nessa condição sempre estão com os pensamentos lá na frente, sofrem antecipadamente, sem focar no presente e não conseguindo dar continuidade naquilo que há para ser feito.

Neurocientistas estimam que produzimos aproximadamente 70 mil pensamentos por dia. O estresse crônico nos leva a ter excesso de pensamentos, e é bom lembrar que nem sempre ter muitos pensamentos significa algo bom ou soluções para os problemas.
Estima-se que 95% desses pensamentos são repetitivos, não são novos, e também não são novas soluções para lidarmos com aquilo que nos faz mal. Então na SPA, se você não consegue acompanhar a quantidade excessiva de pensamentos, sem nada produtivo, sem conseguir uma saída para os problemas do dia a dia, tem que se aprender técnicas e recursos para voltar a ter pensamentos mais tranquilos.

E como fazemos isso?

Várias culturas e tradições percebem que a postura física é extremamente importante para o nosso mundo interno emocional pois está muito em paralelo com nossa postura física corporal, por ex.: uma postura de aterramento, encontrar a âncora, postura de aterramento ao solo, essa é uma forma de informar ao cérebro que é necessário voltar ao momento presente, pois nos tornando conscientes da nossa postura, o primeiro efeito é mudar o ritmo respiratório, dado que percebe-se que o centro respiratório no nosso cérebro está muito próximo do centro emocional, que é a amígdala, a região mais profunda do cérebro.

Quando o corpo está em contato com a terra, estamos presentes. Nessa postura, a respiração se aprofunda, e uma vez a respiração se tornando rítmica, calma, os pensamentos começam a se desacelerar, tendo os pensamentos necessários para tomar as decisões do dia a dia. A postura modifica a respiração e o estado da mente. Postura alinhada = mente alinhada.

Então, vamos parar de “ruminar pensamentos”, pois assim, evitamos “buracos emocionais”, que nos levam à tristeza, desânimo, frustração.

Pequenas ações como modificar a postura, respiração centrada e foco em pensamentos que sejam construtivos ajudam a ter a mente mais preparada para enfrentar os problemas reais do dia a dia.

Colunista:

Claudya Lima

Psicóloga Transpessoal

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“A felicidade está sempre no nosso caminho, às vezes nós é que não sabemos onde procurar”. Osho