Vamos falar de Suicídio?

O suicídio é um fenômeno complexo, multifacetado e de múltiplas determinações, que pode afetar indivíduos de diferentes origens, classes sociais, idades, orientações sexuais e identidades de gênero.

Mas o suicídio pode ser prevenido! Saber reconhecer os sinais de alerta em si mesmo ou em alguém próximo a você pode ser o primeiro e mais importante passo. Por isso, fique atento(a) se a pessoa demonstra comportamento suicida e procure ajudá-la.

Estima-se que, anualmente, a cada adulto que se suicida, pelo menos outros 20 possuem algum tipo de ideação ou atentem contra a própria vida.  O suicídio representa 1,4% das mortes em todo o mundo e entre os jovens de 15 a 29 anos é a segunda principal causa de morte (OMS,2017).

As situações de maior risco estão relacionadas a abusos e violências interpessoais como bullying, cyberbullying, depressão, transtornos de ansiedade, Síndrome de Burnout, além de outros transtornos decorrentes ou vinculados a quadros de impulsividade. Para além do diagnóstico clínico psiquiátrico, o principal motivo que leva a decisão por interromper a própria vida decorre do esvaziamento do sentido de viver.

Por que valeria a pena viver se dor, solidão, desesperança e tristeza são maiores do que a força que mantém a pessoa viva?

Alguns sinais de alerta:

      • Afastamento familiar, não sentimento de pertencimento, baixa autoestima, pouca flexibilidade para enfrentar adversidades, até isolamento social e desesperança (BOTEGA, 2015).
      • Mudanças marcantes de personalidade e hábitos;
      • Comportamento ansioso, agitado ou deprimido;
      • Piora no desempenho escolar, no trabalho e em outras atividades que costumava manter;
      • Afastamento de amigos;
      • Perda de interesse em atividades de que gostava;
      • Descuido da aparência;
      • Perda ou ganho inusitado de peso;
      • Mudança de padrão de sono;
      • Comentários autodepreciativos persistentes;
      • Comentários negativos em relação ao futuro, desesperança;
      • Disforia marcante (combinação de tristeza, irritabilidade e acesso de raiva);
      • Comentários sobre morte, sobre pessoas que morreram, e interesse por essa temática;
      • Doação de pertences de valor e estima pessoal;
      • Expressão clara ou velada a respeito do desejo de morrer ou de pôr fim à própria vida.

Como prevenir o suicídio?

Em termos de prevenção, é importante ressaltar que existem fatores que protegem e reduzem os riscos de suicídios, como ter o apoio da família, de amigos e de outros relacionamentos significativos, ter crenças religiosas, culturais e étnicas, ter um envolvimento com a comunidade, uma vida social satisfatória e acesso a serviços e cuidados de saúde mental.

Fique em contato para acompanhar como a pessoa está sentindo e o que está fazendo. Incentive a pessoa a procurar ajuda profissional e ofereça-se para  acompanhá-la.

Onde buscar ajuda para prevenir o suicídio?

CAPS e Unidades Básicas de Saúde (Saúde da família, Postos e Centros

de Saúde).

UPA 24H, SAMU 192, Pronto Socorro; Hospitais

Centro de Valorização da Vida – 188 (ligação gratuita)

Citação tirada da publicação:

Botega, N. J. (2015). Crise suicida: avaliação e manejo. Porto Alegre: Artmed.

Colunista:

Johny Santos

Psicólogo

A felicidade é um problema individual. Aqui, nenhum conselho é válido. Cada um deve procurar, por si, tornar-se feliz.
Sigmund Freud

*Ao reproduzir este conteúdo, não se esqueça de citar as fontes.


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