Você já experienciou um relacionamento abusivo?

Todos os relacionamentos podem ser complicados, sejam eles amorosos, entre pais e filhos, entre amigos, com colegas de trabalho, professores ou entre quaisquer pessoas que fazem parte de um grupo.

Somos SERES COMPLEXOS, divergimos opiniões e crenças, somos diferentes. Na grande maioria das vezes, como civilizados que somos, essas RELAÇÕES tornam-se mais fáceis, ou ao menos parecem ser.

Os abusos podem estar presentes em todas os tipos de relações, mas vamos falar dos abusos acometidos em RELACIONAMENTOS AMOROSOS, sendo ele namoro ou casamento, recente ou de longa duração, hétero ou homoafetivo, partindo do homem ou mesmo da mulher. QUANDO SE TRATA DE ABUSO NÃO SE DIFEREM OS SEXOS. É comum que as pessoas imaginem a relação amorosa entre um casal, principalmente a relação em que o homem é abusador e a mulher é a vítima. Esse exemplo é muito comum, mas o abuso também acontece com a inversão desses papéis. A mulher também pode ser abusiva.

Por isso, vale lembrar que as relações abusivas podem acontecer em qualquer tipo de relacionamento, seja ele amoroso, entre amigos, profissional ou familiar.

Estar em um relacionamento abusivo não quer dizer, necessariamente, que se sofre agressão física. Trata-se de uma questão de poder. Muitas vezes, a violência toma outras formas, como a psicológica, sexual e financeira. Elas são mais sutis que a agressão física e, por isso mesmo, mais difíceis de identificar. Muitas pessoas acabam permanecendo nessas relações sofrendo, sem conseguir entender o abuso que sofrem. “Isso sempre é bem sutil no começo”. O primeiro caminho é sempre psicológico. Afinal, se o relacionamento começa em agressão clara, provavelmente não iria continuar, correto?

Coloco aqui algumas questões como:

  1. A pessoa tenta mudar hábitos que fazem parte de quem você é?
  2. Seu parceiro ou parceira tenta te diminuir?
  3. A pessoa te monitora constantemente?
  4. Justifica comportamento abusivo com uso de drogas?
  5. Seu parceiro não entende seus sentimentos ou faz joguinhos emocionais?
  6. Seu parceiro se importa apenas consigo mesmo?

Se a maioria das respostas para essas questões forem positivas cuidado, pois você pode estar em um relacionamento abusivo mesmo sem saber, e as vezes se sentindo culpado(a) por tudo o que acontece na relação. É comum o abusador(a) fazer com que a vítima se sinta culpada pela instabilidade da relação.

Vou listar abaixo alguns sinais. Se algum deles está presente na sua relação, fique atenta (o):

  • Ciúme excessivo
  • Controle
  • Invasão de privacidade
  • Afastamento de outras pessoas
  • Chantagem
  • Destruição da autoestima
  • Invalidação de sentimentos
  • Falta de diálogo sobre dinheiro
  • Controle financeiro
  • Uso do dinheiro sem acordo conjunto
  • Pegar, roubar ou destruir itens do outro
  • Usar os filhos em chantagens
  • Exigir relação sexual
  • Ameaças
  • Violência física

Se você se identificou com os sinais, procure ajuda. Seja de amigos, seja de um profissional. E se você se sente preso ou presa, não se desespere. Se você chegou ao ponto de se afastar de quem você ama, volte. Abra seu coração, explique sua situação e peça ajuda.

Há diversas saídas para aqueles que estão em um relacionamento abusivo. Uma delas é através do fortalecimento da inteligência emocional. Lembre-se sempre que ter-se inteligência emocional pode ajudar a lidar com o término, bem como sair de relações abusivas e cuidar para nunca mais entrar. O AUTOCONHECIMENTO precisa ser desenvolvido. Através dele você se conhece, descobre seus limites, fortalece sua autoestima, sabe o que quer, quando quer, o que te faz bem e principalmente, QUEM te faz bem!

Procure um profissional de Psicologia para trabalhar todas essas questões e ajudá-la(o).

Homem sorrindoColunista:

Johny Santos

Psicólogo

A felicidade é um problema individual. Aqui, nenhum conselho é válido. Cada um deve procurar, por si, tornar-se feliz.
Sigmund Freud

*Ao reproduzir este conteúdo, não se esqueça de citar as fontes.


Caso tenha alguma dúvida sobre o assunto, nos envie suas dúvidas clicando aqui.