VOCÊ JA OUVIU FALAR DO TRANSTORNO OPOSITIVO DESAFIADOR (TOD) ?

VAMOS ESCLARECER UM POUCO SOBRE ESSE ASSUNTO?
Se a criança apresenta sintomas distintos, parecendo estar em luta constante por poder, sempre desafiando os pais, amigos ou educadores ou impedindo as pessoas de lidarem com ela, pode ser que ele esteja com TOD (Transtorno Opositivo Desafiador).
Esse transtorno acomete entre 6 e 10% das crianças, começando geralmente na pré-escola ou   antes da adolescência e se torna necessário conhecer, compreender e fazer ajustes necessários e eficientes com o objetivo de auxiliar a criança.
Observe alguns comportamentos que a criança pode apresentar e, caso você identifique em seu filho um ou mais itens dos comportamentos citados abaixo em casa ou na escola, por um período de seis meses a um ano, procure um profissional para análise e avaliação do diagnóstico.
Eis os comportamentos:
•    Discute frequentemente com adultos;
•    Constante perda de paciência;
•    Irrita as pessoas e sente facilmente irritado;
•    Recusa a obedecer quando os adultos dão comandos;
•    Comportamento rancoroso e vingativo;
•    Culpa os outros por mal comportamento;
•    Indica seus erros a outros pessoa;
•    Sente raiva e constante ressentimento.
É importante ter uma conversa afetuosa e clara com a criança, se alguém o levou a agir de forma negativa/prejudicial  ou se foi ele quem escolheu assim. Dê exemplos, diga se ela acha certo que um colega  bata nela se estiver zangado e observe sua atitude e comportamento sobre o assunto. Se achar comum e normal, é uma atitude preocupante.
Crianças com TOD pensam em si mesmas como vítimas e que sua ação de bater e machucar alguém é justificável. Às vezes vão ao extremo para se sentir no controle. Converse bastante com a criança, pois esse ato pode estar totalmente desvinculado com a briga. Ao invés de entrar num confronto, respire e deixe esse assunto para um outro momento. Procure reconhecer quando a criança está discutindo ou chateada, brigando para se defender ou apenas por luta de poder.
O melhor a fazer é ensinar formas construtivas de lidar com uma situação difícil ou divergente. A criança, dependendo da faixa etária, não vai saber como agir adequadamente. Vale ir dando dicas de como agir de forma construtiva.
É bom ensinar à criança a evitar confrontos e a pedir que não toquem nela e dizer se necessita ficar um tempo sozinho. Orientá-la também a respirar fundo ou contar até 10 antes de tomar uma atitude e mostrar o que fazer quando alguém não respeitar seu sentimento ou exceder na brincadeira. Ensinar também a procurar ajuda de um adulto quando se sentir em dúvida, com medo ou confuso.
A intervenção do adulto ao fazer perguntas a uma criança ou abordá-la em alguma atividade, é muito importante, porém procure fazer de forma clara e direta, olhando-a nos olhos e com expressão facial relaxada ou neutra. Quando fizer perguntas, preste realmente atenção nas respostas, porque a criança sente o respeito que é dado a sua comunicação e se o adulto quer mesmo ajudá-la na resolusão do conflito.
Jamais use palavras negativas, reaja com raiva, faça comparações ou remeta-a ao passado, deixando que a  criança relate à sua maneira o que a torna angustiada nesse momento.
Ensine a criança a assumir a responsabilidade pelos atos e jamais entre no jogo de procurar um culpado. Seja um exemplo para seu filho. Recompense as boas atitudes e puna os maus comportamentos com as consequências adequadas.
Crianças com TOD podem melhorar. Estudos mostram que até 67% das crianças diagnosticadas com TOD se tornarão assintomáticas no prazo de três anos, caso recebam tratamento.  Quanto mais cedo você começar a tratar o TOD ou quaisquer outros problemas existentes, melhores são as chances de recuperação do seu filho. Procure um profissional para ajudá-lo nesse transtorno.

REFERÊNCIAS:
http://psychcentral.com/blog/archives/2011/06/20/4-ways-to-manage-oppositional-defiant-disorder-in-children/
SERRA-PINHEIRO, M.A.; MATTOS, P.; SOUZA, I. et al. – The Effect of Methylphenidate on Oppositional Defiant Disorder Comorbid with Attention Deficit/Hyperactivity Disorder. Arq Neuropsiquiatr,2004.

Colunista:

Iracy Carmanini

Psicopedagoga Clinica e Institucional;
Especialista em educação especial, deficiências auditiva e cognitiva, Alfabetização e Letramento.

*Ao reproduzir este conteúdo, não se esqueça de citar as fontes.


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